Doença do Silicone: O que é, sintomas e como recuperar sua vitalidade

Muitas mulheres que possuem próteses de silicone começam a notar, com o passar dos anos, uma série de sintomas que parecem não ter uma explicação óbvia. O cansaço se torna crônico, a queda de cabelo se intensifica e dores nas articulações surgem sem motivo aparente. Frequentemente, esses sinais são o corpo tentando alertar sobre a Doença do Silicone.

Neste artigo, vamos mergulhar no que a ciência e a prática clínica dizem sobre essa condição e como o procedimento de retirada pode transformar a vida de quem sofre com esses sintomas.

O que é a Doença do Silicone?

Diferente do que se acreditava no passado, as próteses de silicone não são totalmente inertes ou 100% impermeáveis. A Doença do Silicone (conhecida internacionalmente como Breast Implant Illness – BII) refere-se a uma constelação de sintomas sistêmicos que surgem em resposta ao implante.

O fenômeno do Gel Bleed

Estudos indicam que o invólucro da prótese pode permitir o extravasamento de pequenas quantidades de substâncias químicas e metais pesados para o organismo. Esse processo gera um estado inflamatório contínuo, onde o corpo recruta células de defesa para tentar isolar o “corpo estranho”, resultando em sintomas que afetam a saúde como um todo.

Síndrome ASIA e a resposta autoimune

Um conceito muito ligado à Doença do Silicone é a Síndrome ASIA (Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvantes). O silicone atua como um “start” ou gatilho para o sistema imunológico em pacientes predispostas, podendo até desencadear doenças autoimunes.

Os sinais mais frequentes relatados em consultório incluem:

  • Fadiga extrema e cansaço crônico: Aquela sensação de estar exausta mesmo após o repouso.
  • Queda de cabelo e alterações na pele: Sinais claros de inflamação sistêmica.
  • Dores articulares e musculares: Sem lesões físicas que as justifiquem.
  • Névoa Mental: Dificuldade de concentração e perda de memória recente.

O Explante como solução definitiva

A pergunta que a maioria das pacientes faz é: “Retirar as próteses realmente resolve o problema?”. A experiência clínica e estudos científicos trazem dados animadores: cerca de 85% a 90% das pacientes que realizam o explante apresentam melhora significativa em sua qualidade de vida.

O que melhora primeiro?

De acordo com o que observamos, o cansaço e a fadiga costumam ser os sintomas que apresentam a recuperação mais rápida após a cirurgia de retirada. Além disso, há relatos frequentes de melhora em:

  • Enxaquecas persistentes.
  • Candidíase de repetição.
  • Disposição para voltar a praticar exercícios físicos de alta intensidade.

Diagnóstico e Próximos Passos

É fundamental entender que nem todos os problemas de saúde são causados pelo silicone, mas se você tem próteses e apresenta esses sintomas, a Doença do Silicone deve ser considerada no diagnóstico diferencial.

A avaliação deve ser feita por um cirurgião plástico especialista em explante, que analisará não apenas os exames de imagem, mas principalmente o quadro clínico da paciente. O objetivo do tratamento é remover a fonte da inflamação (a prótese e sua cápsula) e permitir que o corpo recupere seu equilíbrio natural.

Conclusão: Priorizando a sua Saúde

Optar pelo explante é uma decisão de coragem e autocuidado. Muitas mulheres redescobrem uma vitalidade que acreditavam ter perdido para sempre. Se você se identifica com os sintomas da Doença do Silicone, saiba que existe um caminho para voltar a ter uma vida ativa, saudável e livre de dores.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O silicone pode causar doenças autoimunes? Sim, em conjunto com outros sintomas, o silicone pode ser o gatilho (adjuvante) para o desenvolvimento de síndromes autoimunes como a ASIA.

2. Quanto tempo após o explante os sintomas desaparecem? A melhora da fadiga e do cansaço costuma ser rápida, mas o tempo total de recuperação varia conforme cada organismo e o grau de inflamação prévia.

3. Preciso retirar a cápsula da prótese também? Na abordagem técnica correta para a Doença do Silicone, a retirada da cápsula (explante em bloco ou capsulectomia total) é essencial, pois é nela que se concentram as células inflamatórias.


Para uma avaliação detalhada e segura sobre o seu caso, agende uma consulta especializada.

Responsável Técnico: Dr. Gilberto Pereira

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